quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CAU - ACIMA DAS CHAPAS... OS ARQUITETOS

Carlos, Deborah, Dirceu e colegas do MS, desejo-lhes sucesso na campanha. Parabéns, desde já por colocar o MS na lista dos Estados que os arquitetos procuraram se informar e decidiram democraticamente concorrer às eleições em pé de igualdade com outros colegas, ao constatar a inviabilidade de compor objetivos diferentes dos candidatos.

Nada mais natural. Ao constatar divergencias e obstrução ao acesso a ambientes politicos, deve-se manter a integridade das idéias e compor outros grupos. Afinal, após as eleições, conforme determina a Lei do CAU, um grupo de conselheiros será formado de acordo com a proporcionalidade de votos conseguidos pelas chapas. Desde já, pode-se prever que os primeiros das listas das chapas serão eleitos, e que o bom senso, a praticidade e o respeito aos colegas meramente registrados e fora do Poder do CAU, deveria levar a pontos básicos, e porque não dizer "emergenciais" da nossa profissão. O cenário que gostariamos de ver, logo após o encerramento dos resultados da votação, será de uma confraternização, pois mais importante que as diferenças de ideias deve predominar as carencias que os arquitetos vivem profissionalmente, especialmente por falta de diretrizes claras e as devidas observancias legais existentes, muitas vezes ignoradas e permitindo-se impunidades de ações na arquitetura e urbanismo.

Existe uma carencia enorme na área de urbanismo que esperamos haver convergencia de ideias dos candidatos e de eleitos de ambas as chapas. E problemas de urbanismo, sem duvida alguma, implica em inadequações de gestão, de vontade politica e de problemas ainda maiores de desprezo ao planejamento urbano facilitando o uso desperdiçante e ineficiente dos recursos publicos. É gritante, e nenhuma chapa que tenha como foco a valorização profissional deve ignorar a necessidade de que as obras publicas tenham especial atenção, e os governos devem ser pressionados fortemente para que adotem o projeto executivo para as licitações, nem que para isso tenha-se que mobilizar todos os CAUs para isso, além de outras entidades, como a OAB e OnGs de moralização da gestão publica. A chapa que mostrar acomodações à situação das licitações estará se colocando desde já como inadequada aos interesses de todos os profissionais, além dos arquitetos, que vivem de projetos e estudos de obras civis e de questões urbanas.

Tenham todos um bom dia.

Mario Yoshinaga

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