domingo, 25 de setembro de 2011

CAU CONSELHO DE ARQ E URB . 25-09-2011

Está criado o meu novo blog.
www.cauconselhodearqeurb.blogspot.com

Este blog foi criado para "despoluir" o meu blog www.qualidadeurbana.blogspot.com que foi criado no intuito de guardar as minhas reflexões sobre arquitetura e urbanismo, recolhidas de e-mails, de postagens no facebook, orkut e outras paragens.
Mas o assunto das eleições do CAU tomaram tantas paginas que resolvi separar esse assunto momentaneamente intenso, e que deverá acalmar depois de 26 de outubro, com as votações pela Internet.
Aproveito, neste calmo domingo, onde uma tempestade de decisões se vislumbra no horizonte, mas que só pode se iniciar a partir de amanhã, portanto, ainda na calmaria. Estou em São Paulo, dia nublado, ameaçando chuva e ameaçando uma melhora de tempo na semana, pelo menos no tempo, mas ainda com nuvens.
Amanhã à noite estarei já em Florianopolis para uma reunião da SOEAA e da CCEARQ.
Na reunião da CCEARQ, coordenadoria das Camaras de Arquitetura, espera-se novidades na definição dos detalhes da eleição de 26 de outubro.
Esperemos que venham noticias positivas, pois estamos a pouco mais de 1 mes do pleito.
A eleição me fez sair da minha linha de conforto, primeiro por ser candidato pela chapa 1 para o conselho do CAU de São Paulo, e segundo por defender a multiplicidade de chapas, agora falando das eleições dos CAUs nos Estados. Com minha campanha, consegui que alguns estados evitassem a falta de chapas, limitando-se a chapas unicas. Nesses Estados, com a inscrição da chapa unica, no dia da inscrição, todos da chapa estavam eleitos.
O resultado das chapas inscritas nos Estados, resultou assim:
Chapas inscritas por Estados:
4 chapas............RS
3 chapas............AC,AL e GO
2 chapas............MA,MT,MS,PA,RO e SP
1 chapa...(Chapa Unica)..Demais estados e DF ( total 17)
Portanto, 21 com mais chapas e 17 com chapa unica.
Ainda bem que a maioria dos Estados não sucumbiu a essa manobra de chapa unicas, com a justificativa de chapa de consenso, chapa sem rivalidades, etc.
A verdade é que as chapas unicas acabam, pela própria natureza, facilitando o conchavo entre amigos, que define o cabeça da chapa,os principais formadores, os simpatizantes, os cordatos com visibilidade na comunidade ( mesmo sem muita expressão politica)e com ligar reservado para os eventuais adversários que são convidados a integrar a chapa para não formar chapas opositoras, mas nada garante a esses convidados que terão os mesmos ou melhores tratamentos dentro do grupo.
A chapa unica garante assim que as oposições se desmantelem, pois uma vez que passem a integrar esse grupo, ao tentar formar uma oposição será denunciado como pessoa sem confiança, enfim, um traidor em quem não se deve confiar.Se fosse na mafia, só sairia morto.
Mas minha posição de ser contrário a chapa unica é apenas uma visão localizada, pois no sentido mais amplo, entendo que precisamos praticar o exercicio da democracia sempre que preciso, e a nossa cultura nacional carece muito disso para que os governos melhorem. Por outro lado,tanto as instituições privadas como as instituições publicas estão crescentemente mancomunadas com a corrupção, aproveitando-se da impunidade propiciada pela legislação e os tribunais.
Na minha visão as OnGs que deveriam manter-se independente dos governos e das empresas, tem sido manipuladas a ponto de serem utilizadas como meios de abrir os cofres publicos dentro dos parametros legais, contaminando-se pela corrupção, e assim atraindo como dirigentes pessoas mal intencionadas.
As OnGs precisam recuperar a dignidade de serem independentes e impermeáveis aos interesses de pessoas sem escrupulos que as utilizam como meios de encobrir suas ações desonestas.
Dentro dessa visão, cada cidadão deveria arregaçar as mangas e cuidar das OnGs que estejam ao seu alcance, e no meu, e nosso caso, temos as entidades profissionais como o IAB, ABEA, AsBEA, ABAP, FNA, Sindicatos, Associações profissionais e agora o CAU. Dentre todoas, o CAU é o mais forte, pois nasce com os recursos de pagamentos obrigatorios dos profissionais arquitetos para que não sejam processados por exercicio ilegal da profissão. No caso de São Paulo, nasce com orçamento de 30 a 40 milhões de reais, e isso gera a cobiça de muitos colegas que dirigem entidades profissionais, algumas com orçamentos deficitarios e outras com alguns poucos milhões. O CAU seria unir o util com o agradavel, isto é, unir o prestigio de ser dirigente de entidade profissional, mas com muito dinheiro em caixa, e com entrada continua de dinheiro de uma "clientela cativa", na expressão comercial, pois não tem alternativa de se registrar em outro conselho, e também não tem a alternativa de deixar de se registrar no CAU, pois ficaria na ilegalidade.
O caixa do CAU vai depender da coleta do dinheiro de anuidades e de registros de RRT, acervos, etc., sendo que a de anuidades gera em torno de 70% e as RRT em torno de 20% do total da arrecadação.
É importante que uma entidade dessa não caia nas mãos de pessoas que irão decidir como fiscalizar o exercicio da profissão, para que leigos não atuem com impunidade, e profissionais não concorram no mercado de forma irresponsavelmente fora da realidade de custos e de qualidade dos serviços.
A multiplicidade de chapas precisa desde esta primeira eleição, se firmar e ser ampliada com o tempo, dando chances a formação de chapas segundo as atividades diversificadas do arquiteto, como a de planejamento urbano, desenhos urbano, paisagismo, arquitetura de interior ( ou decoração), especificação e documentos contratuais, técnicas retrospectivas e patrimonio, professor, cadistas, consultor, construtor, etc.
Precisamos sair do estereotipo de que apenas os "coroneis" da arquitetura, composto pelos donos dos grandes escritorios, os arquitetos condecorados, os arquitetos titulares mestres e doutores e pós-doutores e livres-docentes, os autores de livros, os arquitetos de grife, etc., sejam os unicos credenciados a dirigirem as entidades profissionais, muito menos o CAU, cujas origens destina-se a fiscalizar o exercicio profissional, e que se estende a proteger a sociedade do mau profissional ou da atuação de leigos na area de arquitetura e urbanismo.
Precisamos deixar que pessoas com coragem assumam o compromisso de falar pelos profissionais em assuntos que são se suma importancia para a valorização profissional, como a questão do salario minimo, a existencia de cargos para arquitetos e urbanistas nos governos e de planos de carreira, a existencia obrigatoria de todos os governos municipais de terem arquitetos e urbanistas, mesmo que em periodo de 20 horas semanais, o sombreamento de atividades do arquiteto e do engenheiro em projetos de arquitetura, a falta de conselhos deliberativos em todas as instancias de governo para assuntos de urbanismo e de planejamento estrutural, independentemente de ter Planos Diretores, de qualificação profissional para o registro e exercidio responsavel, e muitos outros assuntos.
Precisamos de vontade politica dos dirigentes de assumir maior atenção ao urbanismo, se realmente quizer zelar pela segurança e reduzir os desperdicios das cidades.
Enfim precisamos que o CAU inicie com muita vontade de ter uma casa própria organisada e com uma população qualificada, bem remunerada condizente com essa qualificação, e ser rigorosa com a ilegalidade, inclusive da sua propria diretoria e conselho.
Mario Yoshinaga

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