Parece óbvio, mas vale lembrar. Alguns arquitetos me telefonam sem saber o que fazer com as senhas que estão recebendo para a eleição do CAU.
Há um desinteresse, misto de alienação dos nossos colegas arquitetos. Não deveria. Sim, não deveria, justamente porque o CAU não é o Crea. Vou explicar, se me permite, e é rapidinho.
Ainda hoje, desde a sua criação, a única maneira de ser conselheiro do Crea é preciso que o engenheiro ou arquiteto, agronomo e técnico seja indicado por alguma entidade profissional. É um acesso indireto.
No CAU, o acesso é direto.
Pela Lei 12.378 que criou o CAU, qualquer arquiteto pode se candidatar a conselheiro. Contudo, as entidades profissionais ( leia-se CBA - Colegio Brasileiro de Arquitetos) decidiram que as inscrições só pudessem ser feitas por chapas. Não é o que prevê a Lei do CAU, pois a candidatura por chapas é uma forma de dificultar o acesso de QUALQUER arquiteto ao conselho. QUALQUER Arquiteto, sem restrições. Sem precisar pertencer a associações, sindicatos, escolas grupos ou indicações de quem quer que seja.
Como seriam as eleições sem essa imposição de ser por chapas?
Imagine. Você se candidata, individualmente. Só você. Faz sua campanha, obtém o apoio de colegas de escola, colegas do trabalho, amigos, que por sua vez divulgam a sua candidatura, e no dia da eleição, obtém um significativo número de votos, classificando-se entre os mais votados e portanto eleito para as vagas disponiveis.
Um outro candidato, que reuniu um grupo de funcionários públicos, conseguiu os votos de funcionários, tornando-se um representante deles. Os aposentados na ativa também conseguiram eleger um representante. Nenhum deles precisou pertencer a nenhuma entidade formada exitente.
Esses eleitos terão, como na Camara de vereadores, deputados, etc. que conviver, debater e decidir os destinos do CAU durante o periodo da gestão para a qual foram eleitos.
É isso!
Democracia! Sem donos do CAU! Sem os profissionais da politica das entidades.
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